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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Abelha Mandaguari

   Aqui um pequeno vídeo em que faço a transferência da colmeia Mandaguari para outra caixa, que na época me baseei somente em observações. A intenção é observar seu desenvolvimento e conforme o for, realojar a colmeia.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Uma visita especial

   Pois bem, hoje irei descrever brevemente uma visita que eu fiz a alguém especial. Trata-se de Gelson Formagini um meliponicultor dedicado.
   Tenho uma que outra caixa de Jataí, de Mirim que ainda desconhecia o nome e ainda de um tipo que acreditava ser a Tubuna mas não tinha plena certeza por isso precisava adquirir novos conhecimentos com alguém que entendesse do assunto, digamos assim precisava e ainda preciso de conhecimentos práticos. Foi aí que através de contatos consegui fazer uma visita num sábado de tarde na propriedade do Sr Gelson.
   Com apenas 1/3 de hectare o pequeno terreno consegue com muito capricho e organização abrigar realmente uma grande diversidade de espécies de abelhas, muitas destas que eu não conhecia.    Descobri que a pequena abelha que eu já fiz uma sucinta descrição aqui no blog se chama Mirim Preguiça nativa da região.
   Quanto as Tubunas são na verdade Mandaguaris também nativas da região, se distinguindo das Tubunas principalmente pelo comportamento agressivo.
   Abaixo algumas imagens e vídeos registrados na ocasião.






Abelha Emerina mel com gosto azedo
   




Abelha Iraí


Modelo básico para as colmeias mudando somente as medidas.






Na divisa do lote

Principalmente Jataís e Iraís




Da esquerda para a direita - Eu - Elói Griebeler - Gelson Formagini - Colega de trabalho de Gelson.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Abelha Nativa

   Hoje gostaria de apresentar uma espécie de Abelha nativa que ainda desconheço seu nome. Encontrada aqui no extremo oeste de Santa Catarina, perto da fronteira com a Argentina ela apresenta algumas peculiaridades. 
   Temperaturas negativas no inverno e de até 40º no verão é o que esta abelha rústica consegue aguentar. Encontrada principalmente em pedras, rochas, e palanques especialmente de Guajuíra, ou seja em espaços realmente pequenos, tem uma população acredito eu que não passe muito dos 300 indivíduos. Não gosta de excesso de humidade preferindo até locais mais abertos como campos para poder se nidificar.
   Já encontrei duas colmeias do tipo junto de uma colmeia de Jataí num palanque de Guajuíra. 
   Extremamente tímida quanto a movimentos e barulhos na redondeza conforme vídeo.
Produzem pouquíssima quantidade de mel porém, constroem separadamente dos favos de cria. Não possuem invólucro.
   Tinha 3 colmeias do tipo porém, com um possível ataque de formigas durante o inverso acabei perdendo uma, e agora depois de aproximadamente um ano fiz uma inspesão para verificar o desenvolvimento delas. Minhas expectativas não se cumpriram pois imaginava que com um espaço maior elas iriam se desenvolver melhor de forma a poderem aumentar sua população.
   As medidas das caixas são as das fotos a seguir, tiradas da colmeia que pereceu.

Somente para constar o tamanho da entrada comparada com meu dedo


3 cm de espessura de madeira Canafístula





9 cm de altura no interior do ninho acabou se mostrando exagerada.

   Pude fazer algumas observações. O tamanho do ninho tem de ser diminuído consideravelmente. Acredito que deixar 6 cm de altura por 7 cm de comprimento e largura deverá ser o suficiente podendo até mesmo sobrar espaço.
   Devido a altura, no video a seguir, os favos de cria foram colocados  no fundo da caixa, porém na outra caixa eu tinha colocado uma divisória no meio e a organização foi semelhante: o alimento na frente perto da entrada e o ninho ao fundo, porém desta vez as células de cria foram colocadas bem no alto de forma flutuante, sendo que não encostavam no fundo da caixa. Isso é um comportamento interessante.
   Essa abelha tem algumas características semelhantes as Abelhas Mirim-Preguiça e a Lambe-Olhos porém não se encaixa em nenhum dos dois sendo então alguma outra espécie.

  

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Caixa de Abelha Tubuna

   Venho através deste apresentar um pequeno estudo que estou fazendo com com as Abelhas Tubuna que aqui possuo quanto a questão da caixa que melhor se adapta.
   A primeira caixa onde não usei nenhum referencia quanto ao tamanho do ninho separação do mel, já esta tinha sido feita as pressas literalmente um quebra galho. A segunda caixa me baseei usando o modelo horizontal da Jataí só aumentando o tamanho do ninho e melgueira em altura largura e comprimento. Como na oportunidade não tive como fazer medições com ferramentas tive que me basear simplesmente na pura observação, resultando assim na hora da transferência da caixa provisória vertical para a horizontal a falta de espaço no ninho podendo ser aumentado por volta de uns 3 cm em altura.
   Aí então me pergunto: talvez tenha que que aumentar o tamanho da caixa ou a colmeia era forte demais?
   Na época a caixa vertical criou bastante mofo dentro, e por isso a colmeia não parecia muito forte assim, sendo que na segunda caixa a de agora, fiz um furo de 8 mm na tampa bem em cima da melgueira para descobrir se o mofo aparece novamente. O furo não foi fechado e sim protegido transformando-se ao que parece numa espécie de suspiro. Mas voltando à questão principal acredito que terei que aumentar um pouco o tamanho da caixa principalmente em altura. E isso irei verificar assim que o inverno acabar para então poder tirar minhas conclusões e levantar outras questões.


domingo, 22 de junho de 2014

Alimentação de Abelhas no Inverno

   Como a estação fria já começou e aqui no sul do país é bastante frio, resolvi implantar a alimentação artificial para minhas abelhas.
   Para aumentar a produção no começo da primavera, para evitar mortes e até mesmo que colmeias se extinguam e consigam aguentar madrugadas com temperaturas negativas, estou utilizando-me de xarope feito basicamente de uma porção de água e uma de açúcar. Deixo cozinhando por 40 minutos aproximadamente e depois de frio sirvo o xarope dentro de vidros de café, que são colocados de ponta cabeça com um furo de aproximadamente 4 mm no meio da tampa.
   Tudo isso é apoiado numa pequena tábua que possui uma abertura grande que sera colocada na abertura/saída da caixa e um pequeno furo de aproximadamente 1 cm que deixa somente algumas abelhas passarem.
   Estava usando tampões que impediam de o vento frio entrar e mantinha a temperatura na caixa. Agora com os alimentadores posso além de manter a temperatura na colmeia ainda forneço a energia básica para que as abelhas passem o inverso.


   Com floração escassa e as constantes chuvas, fornecer o xarope que em aproximadamente 2 dias  é totalmente consumido é de extrema importância.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Abelhas Apis

   Hoje gostaria de mostrar a minha pequena criação de abelhas Apis, que venho desenvolvendo ano após ano.
   Tudo começou quando resolvi colocar uma velha caixa numa árvore de Angico ao lado da estrada. Ali tinha um coqueiro que estava em floração e percebi que abelhas as visitavam. Dei muito sorte pois em 5 dias realmente havia um enxame na caixa.
   Aquela caixa fazia parte de uma antiga criação de abelhas que a uns anos atrás misteriosamente se extinguiu, acredita-se que um veneno biológico usado contra as cigarrinhas que atacam pastagens e causam grandes prejuízos, tenha sido o causador das mortes dentro das colmeias. Assim perdemos todas as colmeias de uma vez só e depois de cerca de 6-7 anos resolvi colocar uma caixa só para testes.
   Cera alveolada velha, caixa velha e podre mas mesmo assim tinha conseguido o meu primeiro enxame. Assim eu retomei algo que tinha sido colocado de lado, e com certo entusiasmo comecei a me interessar também pelas abelhas Apis.
   Construí assim 2 ou 3 caixas isca, onde em cada caixa vai somente 5 a 6 caxilhos para facilitar a captura e seu posterior transporte para o local definitivo e não acontecer o que me aconteceu com aquela velha caixa colocada no alto Angico.
   Após deixar ela por volta de 2 semanas precisava transportá-la para o local onde ficaria em definitivo. Escolhi uma noite qualquer e encostei com o trator para descer a caixa. Minha intensão era fechar a entrada, mas acabei me deparando com várias entradas, devido ao estado precário da caixa. O resultado foram várias ferroadas. As caixas que comecei a construir usei Grápia e Angico e fiquei atento para a vedação.
   Recentemente também comecei a colocar uma espécie de tampão na entrada que durante o verão fica fora e no inverso é colocado permitindo a passagem de somente algumas abelhas. Esse sistema tem se mostrado bastante eficiente aqui no Sul principalmente aqui na região Oeste de Santa Catarina onde os invernos são rigorosos e contribuem para a safra de mortes de abelhas.
Detalhe do tampão deitado
   No momento tenho feito um pequenos investimentos que até o momento ainda estou conseguindo recuperar. Já tive a morte de colmeias, outras são atacadas constantemente por formigas ou então numa certa vez em que vespas resolveram entrar numa caixa e com um esquema bastante mirabolante consegui matá-las. Numa noite quase que totalmente escura fui até a caixa e coloquei três tochas cheias de diesel a 1,5 metros da caixa acendendo-as depois. Aí foi só bater na caixa e derrubá-la para que todas as vespas se auto destruíssem indo direto ao fogo. Acredite encheu um balde aquelas vespas mortas.
   Coisas desse tipo me encantam e a cada situação tenho algo novo a aprender com esses insetos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Experiencias com abelhas nativas

   Num desses finais de semana fui verificar novamente minhas abelhas Tubuna atrás do morro e essas experiências resolvi descrever.
   Tudo começou quando a cerca de pouco mais de um ano atrás estava a procura de abelhas jataí, e acabei achando um caso bem interessante. Havia um antigo ninho de abelhas Apis numa árvore de grápia, numa árvore morta de canela a 30 metros da grápia havia abelhas que não consegui identificar de cara devido ao ninho estar a uns 10 metros de altura, e a 50 metros dali tinha um palanque podre de madeira zé-de-cavalo com um ninho de jataí.
   Depois de tirar o ninho de jataí após alguns dias, fui numa noite até lá e extrai com muito esforço devido ao terreno bastante acidentado, um tronco com 1,5 metros onde tinha dentro o ninho desconhecido de alguma espécie.
   Logo ao derrubar a árvore senti um forte cheiro após a agitação das abelhas, e a solução foi fechar a entrada com um pano. No momento ainda tinha um pouco de receio pois talvez a espécie poderia ferroar assim era melhor prevenir.
   Coloquei o tronco no potreiro perto de casa e no outro dia fui inspeciona-lo e verifiquei de que se tratava de abelha que se enrolava nos cabelos.. Fui aconselhado a queimá-la porém não iria reduzir meu esforço a cinzas, e assim então resolvi que iria extrair a colonia e coloca-la numa caixa qualquer para estudos.
   Construída uma caixa parti para a extração. Usando motosserra e machado, cortando e rasgando a madeira em pedaços consegui retirar o enxame. Lembro que tive que usar mascara e macacão, e ainda o fumegador, pois eram bastante agressivas. Mesmo não possuindo ferrão, são bastante perigosas, pois além de ter uma mordida bastante forte, elas se enrolam em pelos, e penetram em orifícios na cabeça, sendo perigosas para a audição por exemplo.
   O que mais me impressionou foi a quantidade de mel que tinha na colônia, enchendo metade dum balde beirando acredito eu os 5 Kg. Experimentei um pouco mesmo já tendo ciencia que talvez ele fosse tóxico, o resto deixei que a natureza se encarregasse.
   
  
   Agora fui verificar o estado da colonia e acabei me desapontando principalmente porque seu desenvolvimento não tinha sido satisfatório sendo que tenho algumas observações a fazer:
1ºSomente metade do espaço interno da caixa havia sido ocupado.
2ºPouca produção de mel.
3ºA caixa parecia ter mofado por dentro.
  Como estava fazendo algumas caixas para jataí peguei por modelo base, e alterando algumas medidas para mais construída uma caixa que acredito ser mais adaptável.
   Com um ninho de 15cm x 15cm x 18cm, sendo largura comprimento e altura respectivamente fiz um ninho maior que o feito para as jataís. Ressalto que quando fui fazer a transferência da colméia o ninho não coube totalmente, podendo ser por volta de até 7-10cm maior. Não consegui observar essa altura na primeira inspeção pois o ninho estava literalmente entre o os potes de mel e propolis mas bem no centro da caixa em baixo.
    Na primeira inspeção verifiquei que as abelhas tinham perfurado um burraco na frente no alto e outro bem em cima na caixa. Logo deduzi que isso seria uma espécie de escapamento, seja para refrigerar ou para eliminar algum tipo de fermentação que venha a ocorrer na colméia devido as materias primas usadas para sua construção. Quando fui fazer a transferencia de caixas verifiquei isso ao encostar o rosto no orifício superior na caixa e sentir que realmente havia um circulação de ar por ali. 
   Para evitar o trabalho que elas tiveram de ter que perfurar a madeira, até mesmo porque na segunda caixa de estudos, usei madeiras mais resistentes e sem falhas sendo que dificelmente elas conseguiriam perfurá-la, eu fiz um buraco de cerca de 3/8" de diâmetro na tampa da caixa a onde ficaria teoricamente o começo da melgueira, ou o que elas ali construírem. Caso a furação seja muito grande elas que o fechem mais. 
   Já que mencionei a madeira, os tipos que usei foi o Terra-mão (???) que tem um cerne escuro e um cheiro característico. Em palanques dessa madeira é muito comum encontrar um certo tipo de abelha nativa aqui no Sul a abelha Mirim Preguiça (???). O Eucaliptos também foi usado. Não vejo problema em usá-lo até mesmo porque a seiva dessa espécie e usada na confecção do cerume.
   Na verdade então a nova caixa ficou menor e mudando drasticamente a organização da colméia passando de vertical para horizontal. O que eu estou procurando é poder separar o ninho do mel, mas se isso não for possível está de bom agrado pois as vezes o resultado não importa e sim o processo, o conhecimento que adquiri até agora. Agora é só esperar que sobrevivam até a próxima primavera para fazer-se novas descobertas que são o combustível desse hobby. 

Nos videos a seguir postados por mim no youtube coloquei como abelhas Irapuá mas após estudos com pessoas entendidas do assunto descobri que as abelhas se tratavam na verdade de Abelhas Tubuna.